O ano de 2025 consolidou-se como um marco de maturidade institucional e modernização para o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBMAP). A edição de dezembro da revista "CBMAP 360°" revela uma corporação que equilibrou o enfrentamento de desastres complexos com reestruturações administrativas profundas, focadas na valorização da tropa e na eficiência do serviço prestado à sociedade.
Sob a ótica de "Coragem, Entrega e Compromisso", a análise do período aponta para quatro pilares fundamentais: a gestão de pessoas, a resposta operacional estratégica, a atuação da Defesa Civil e a revolução nos serviços técnicos de segurança.
1. Valorização Profissional e Transparência na Carreira
A gestão de pessoas foi um dos eixos centrais de 2025. O Setor de Promoção de Praças destacou-se pela implementação de processos mais transparentes, marcados pela publicação de editais em Boletim Geral para todas as fases obrigatórias, garantindo segurança jurídica aos militares.
Entre os marcos históricos, destacam-se:
Promoção de Cabos: A aplicação da Lei nº 0165/24, que dispensou a exigência do Curso de Formação, agilizando a ascensão funcional.
Direitos das Bombeiras: O reconhecimento administrativo do direito à promoção por ressarcimento de preterição para militares gestantes, uma medida de equidade e respeito aos direitos fundamentais.
Quadro Especial: A formação de 38 novos sargentos oriundos do Quadro Especial, valorizando militares com décadas de serviço prestado.
2. Operações e Inteligência: Resposta a Desafios Extremos
A Diretoria de Inteligência e Operações (DIOP), liderada pelo Cel BM Ramos, enfrentou um cenário de alta demanda, coordenando respostas a incêndios urbanos, florestais e operações de defesa civil. O planejamento estratégico e a integração com outras forças foram apontados como fatores decisivos para o sucesso das missões, especialmente durante os períodos críticos de estiagem.
Um destaque operacional foi o combate ao incêndio no 17º andar do Edifício Costa Norte. A ocorrência, considerada emblemática, validou a importância do investimento em equipamentos de ponta, como a auto escada mecânica, fundamental para o acesso e combate às chamas em grandes alturas.
3. Defesa Civil: Atuação em Múltiplos Desastres
A Defesa Civil Estadual teve um ano intenso, atuando na resposta a quatro grandes desastres reconhecidos por decretos estaduais:
Desastre Tecnológico: Rompimento de barragem de rejeitos em Cupixi.
Evento Hidrológico: Cheias nos rios da região dos lagos (Tartarugalzinho, Pracuúba, Calçoene).
Estiagem Severa: Impacto em comunidades como Sucuriju e Bailique.
Praga Agrícola: Emergência fitossanitária ("Vassoura-de-Bruxa") afetando a produção de mandioca em diversos municípios.
Além da resposta, houve avanço preventivo com a instalação de pluviômetros para monitoramento em tempo real e o uso de drones para mapeamento de áreas de risco.
4. DISCIP: A Revolução dos Dados e Eficiência Técnica
A Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DISCIP) apresentou os indicadores de desempenho mais expressivos da gestão, operando sob uma lógica "orientada por dados".
Os resultados da desburocratização foram contundentes:
Redução de Prazos: O tempo médio de análise de projetos caiu 69,1% (de 149 para 46 dias úteis) e o de vistorias técnicas reduziu 82,6% (de 121 para 21 dias úteis).
Arrecadação: Houve um acréscimo de aproximadamente 80% na arrecadação, alcançado sem aumento de taxas, apenas pela eficiência processual.
Certificação Ativa: Mais de 2.000 atendimentos foram realizados proativamente, reduzindo em 80% a demanda reprimida.
O relatório encerra projetando 2026 como um ano para consolidar essas práticas. As metas incluem a efetivação do Gabinete de Defesa Civil Estadual, a modernização contínua do sistema técnico (SISTEC) com notificações em tempo real e a manutenção da política de valorização da tropa. O CBMAP fecha 2025 reafirmando seu papel não apenas como força de resposta, mas como agente facilitador do desenvolvimento seguro do Amapá.
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