Segundo a Nota Técnica "El Niño 2026", elaborada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), existe probabilidade superior a 80% de estabelecimento do fenômeno nos próximos meses. No entanto, os órgãos ressaltam que a intensidade do evento e seus impactos regionais ainda dependem da evolução das condições oceânicas e atmosféricas.
De acordo com o documento, "o El Niño corresponde à fase quente do ENOS, sendo caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. Por sua vez, a La Niña representa a fase fria do fenômeno, associada ao resfriamento anômalo das águas superficiais nessa mesma região".
O que esperar para o Amapá?
Historicamente, episódios de El Niño estão associados à redução das chuvas e ao aumento das temperaturas em áreas da Região Norte. Essas condições podem favorecer a redução dos níveis dos rios e elevar o risco de queimadas, especialmente durante períodos mais secos. Entretanto, a intensidade desses efeitos pode variar em função da interação com outros sistemas climáticos e da variabilidade natural do clima.
Embora os efeitos do El Niño possam variar de intensidade e localização, as projeções atuais indicam a possibilidade de condições mais secas e temperaturas acima da média na Amazônia durante o segundo semestre de 2026.
Como a Defesa Civil se prepara?
Diante da possibilidade de estabelecimento do El Niño, órgãos de monitoramento e proteção intensificam o acompanhamento das condições climáticas e hidrológicas.
A Defesa Civil atua de forma permanente na análise de dados meteorológicos, monitoramento dos níveis dos rios e acompanhamento de cenários de risco, produzindo informações que subsidiam o planejamento de ações preventivas e de resposta pelos municípios.
A importância da prevenção
A ocorrência do El Niño não significa, necessariamente, que todos os impactos previstos irão se concretizar. No entanto, o conhecimento prévio sobre os possíveis cenários permite que governos, instituições e comunidades adotem medidas preventivas para minimizar danos.
A Defesa Civil recomenda que a população acompanhe as informações divulgadas pelos órgãos oficiais, evite queimadas, utilize a água de forma consciente e mantenha atenção aos alertas emitidos pelas autoridades competentes.
O monitoramento continuará sendo realizado de forma permanente, com atualizações periódicas à medida que novos dados e previsões forem disponibilizados pelos centros meteorológicos nacionais e internacionais.
A prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir riscos e proteger vidas.
Referência bibliográfica:
BRASIL. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME); Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). Nota Técnica – El Niño 2026. Abril de 2026.
